Natália Charleaux Roque;Vivian de Aro José
Adriana Augusto Aquino; Mariana Pereira Alves
Flávia Maria de Oliveira Borges Saad
Pensando em como a fibra hoje é classificada, a idéia da diluição da energia e diminuição da digestibilidade dos nutrientes não está totalmente errada, já que um excesso de fibra indigestível poderia causar esses efeitos.
No entanto, o conceito e a importância da fibra têm sido repensados e ações benéficas, tais como a produção dos ácidos graxos de cadeia curta (AGCC) e a prevenção de câncer pela menor permanência de alimento no cólon passaram a ser consideradas. Além disso, em algumas situações (como a obesidade), a redução na absorção e digestibilidade pode ser desejável.
A fibra pode ser definida como um carboidrato estrutural (constituído por polissacarídeos e lignina) não hidrolisado pelas enzimas do trato digestivo de animais superiores, devido à presença de ligações do tipo ß entre suas moléculas de glicose (BORGES & FERREIRA, 2004). Antigamente sua importância para animais monogástricos era questionada, já que não se conhecia nenhum papel direto como nutriente. Acreditava-se que possuía função apenas na formação do bolo fecal e na manutenção do trânsito no trato gastrointestinal, promovendo o aumento do peristaltismo, diluição da energia e a diminuição da digestibilidade dos nutrientes. Por esse motivo, era considerada substância inerte nas rações de carnívoros e onívoros, e sua determinação em alimentos tinha apenas o objetivo de estabelecer a caracterização (VAN SOEST, 1994) e o limite máximo de inclusão de ingredientes, sem que se tivesse chegado à concentração que otimizasse o consumo energético (MERTENS, 1992).
Leia este trabalho na íntegra, aqui.